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terça-feira, 6 de abril de 2010

The greatest hits

Bruno Assis, estudante de jornalismo

Sentado naquele banco com seu fiel Ipod ligado no máximo, lembrava-se da primeira vez que estivera ali {O último romântico – Lulu Santos}. Era 2001 e ele estava recém contratado como VJ da MTV. Foi para os Estados Unidos para ter a sua prova de fogo: realizar a cobertura de um dos shows mais aguardados do ano, daquela que seria a maior banda de 2001, o Linkin Park.

Foi no camarote para a imprensa que ele conheceu Alice, a repórter mais bonita que já vira {Beautiful Girl – INXS}. Conversando com ela, descobriu seu cargo na revista Billboard, o que ela estava fazendo por ali e o principal, que ela estava indo para o Brasil em dois meses para fazer a cobertura do submundo do rock paulista.

Era tudo que ele precisava para se apaixonar {Kiss me – Six Pence None The Richer}. Conquistou o primeiro beijo ao som de In the end, enquanto todos ao seu redor pulavam alucinados. Mal sabia ele que só escutar aquela música, tempos depois, o faria chorar.

Se despediram com a promessa de se encontrarem no Brasil, de continuarem sempre mantendo contato. Foi o que aconteceu e, em julho, Alice veio {Ela vai voltar – Charlie Brown Jr.}. Trocou o apartamento de luxo pago pela revista e foi morar no apartamento do VJ. Ele levou-a para conhecer os principais points do rock paulistano {Envelheço na cidade – Ira!}, fez um entrevista exclusiva para o Disk MTV com ela, passearam e se amaram de um modo que nunca haviam feito antes.

Chegando perto da despedida de Alice, o VJ estava disposto a jogar toda a sua vida para o alto e partir com ela para Nova Iorque {Vermilion part. 2 – Slipknot}. Sabia que precisava apenas terminar seu contrato com a MTV para poder partir para a nova vida.

A repórter foi embora no início de setembro com uma reportagem fantástica e grandes sonhos nas mãos. Enquanto eles não podiam se encontrar, trocavam e-mails todos os dias. Ele se lembra muito bem do último que recebera.

“Vou fazer uma entrevista com um puta empresário musical amanhã. Me deseje sorte, eu volto à noite”.

Nunca mais voltou. Era dia 11 de setembro de 2001 e a entrevista era no World Trade Center. Quando o VJ recebeu a confirmação da morte dela, mal podia acreditar no que ouvia {Boulevard of broken dreams – Green Day}. Seus ouvidos sempre acostumados com boas músicas não estavam preparados para notícias tão ruins. Voou para Nova Iorque só para ver os destroços que consumiram a mulher que ele amava tanto.

Desde esse dia ele vai a Nova Iorque pelo menos uma vez por ano e fica sentado no mesmo banco, em frente às obras no local da tragédia {Goodnight, goodnight – Maroon 5}. Fones no ouvido e lágrimas nos olhos, ele nunca conseguiu superar a perda. Sabia que teria que continuar vivendo, mas sabia que in the end, it doesn’t even matter. {Scar Tissue – Red Hot Chili Peppers}

Palavras: "11 de setembro" e "Música"

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Pois delas é o Reino dos Céus

Letícia Silva, estudante de jornalismo

Aquele era meu único dia de folga no mês. Trinta dias e uma única folguinha que eu achava que merecia. Deus que é Deus descansou no sétimo, imagina eu, que sou só humano. Ainda assim minha esposa ficou louca quando eu disse que não poderia ajudar com as crianças. Com paciência de Jó eu ouvi aquela que um dia foi minha costela me acusar tão injustamente de ser um pai omisso, de só me ocupar com meu trabalho, enquanto ela se desdobrava pra dar conta dos dois rebentos. Achei curioso ela reclamar que eu trabalhava demais e deveria me dedicar à família na folga, afinal, a menos que ela estivesse multiplicando nossos pães, todo o sustento da casa vinha justamente daquele trabalho. Inclusive a baguete que ela partia, quase com fúria, enquanto me dava as opções: assistir e filmar o teatro do mais velho na escola, ou levar o mais novo ao pediatra. Pergunto se é grave. Ela responde, dando de ombros:

- Vermes.

- Não parece grave, por que tem que ser hoje?

Ela me olha como Lúcifer e explica que, como pai, não posso deixar o menino se acabar de coçar a bunda o dia inteiro só porque estou com preguiça de dirigir até o consultório. Um pecado! Além disso, verme é coisa séria, diz ela – Se não cuida agora, pode dar dor de cabeça, fraqueza e até taquicardia no garoto. Vermes se reproduzem como gafanhotos em plantação. Era isso que eu queria? Não, não era.

“Crescei e multiplicai”, sempre me disseram. E agora que multipliquei mais do que deveria – o caçula foi um erro de cálculo – tenho que arcar com as conseqüências.

Resignado, suspiro fundo em solidariedade a tantos Adãos que, como eu, não sabem dizer não às suas Evas, principalmente quando elas, como serpentes ardilosas, ameaçam proibir o fruto e nos deixar de fora do paraíso logo mais à noite, depois que as crianças pegarem no sono.

Quando fiz 12 anos e me livrei do meu pediatra, jurei a mim mesmo nunca mais pisar num consultório infantil. Pura ilusão. Lá estava eu, filho pródigo, humildemente sentado na sala de espera decorada de palhaços, segurando pela mão meu anjinho para ser exorcizado de seus vermes.

Palavras: "Verme" e "Bíblia"

Chuáááá...

Flávia Moreira, estudante de jornalismo


Banho tomado. Aquele foi o único balde d’água que Júlia recebeu nos últimos cinco dias. E não eram daqueles baldes grandes, era um daqueles bem pequenos, que mal dão para molhar uma planta mediana, tipo a samambaia. E a doce menina de nove anos com cabelos sebosos e roupa em trapos se importava com isso? Não. Para ela, aquele banho era suficiente.

- Seca o corpo e escova esse cabelo, menina! – dizia a mãe.

Mas ela não queria secar com toalha, gostava mesmo é de deixar o vento fazer esse trabalho, e ficava observando cada gota que evaporava, se despedindo delas com uma oração: “Meu Deus, deixa elas descerem de novo rapidinho, pra eu poder tomar banho muito mais vezes”.

A água era suja, mas era água, e isso bastava.

Na casa de Júlia, a moringa é que ficava sempre cheia. A mãe buscava dois baldes todos os dias em um resto de lago, que hoje é muito mais um pântano, e controlava o recipiente com mãos de ferro. Cada copo tirado de lá precisava de consentimento.

Irmãos e irmãs, pai e avô também, todos bebiam desta mesma moringa.

Não tinham água encanada, mas tinham luz. E tinham televisão, que era ligada só na hora da novela, o que era suficiente para os banhos dos artistas em largas banheiras deixarem Júlia impressionada. Foi daí que a criança tirou inspiração para construir sua própria hidromassagem. Escolheu um pedaço de terra escondido atrás de uma árvore velha e retorcida, e começou a cavar com uma pá esquecida há muito pelos homens da família, já que nada mais dava naquelas terras.

Assim que o buraco estivesse bem fundo, ela pegaria um balde por dia do ex-lago, sem que a mãe notasse, para encher a banheira.

No 30º dia de escavação, isso porque ela era bem fraquinha, Júlia sentiu na terra uma parte meio oca. Bateu a pá e um buraco se abriu, deixando água pura e clara encher o vão. Achou que era sonho, mas não se beliscou. Entrou naquela frescura e, lá, as lágrimas de felicidade se misturaram à substância sagrada.

Agora, nem precisaria pegar a água da mãe, já que tinha um lago de verdade só para ela. Só para ela.

Palavras: "Seca" e "Inusitado"

Sobre cidades e ovelhas

Tamira Lima, estudante de jornalismo

Acordei e estava escrito lá, na maior cara de pau: “Onde estão as ovelhas dessa cidade?”. Cravaram, tatuaram, a bem da verdade picharam no muro da minha casa essa frase. De noite era só um muro verde, de manhã já era essa interrogação berrante. Misteriosamente me escolheram como novo portador da dúvida e ao cabo de uma semana não sabia pensar em outra coisa: “Onde estão essas ovelhas? ” “Por que no meu muro?” Isso tudo deveria querer dizer alguma coisa.

Talvez o pichador soubesse que eu era suscetível aos dilemas existenciais alheios. Fato é que eu não sabia onde estava a última conta de telefone, aquela blusa amarela nova nem o botão de descongelar a geladeira, mas tudo isso eu podia achar, ou conviver com a dúvida. Mas as ovelhas ... Meu deus, onde estão as ovelhas dessa cidade?

Passei a me comover com a Praça da Liberdade sem nenhum tufo de lã a brincar à tarde com as crianças de velotrol. Passei a sentir falta dos lugares nos ônibus destinados às ovelhinhas idosas e de banheiros especiais nos shoppings. Francamente, é um absurdo que Pets Shops não ofereçam serviços de tosquia à preços acessíveis. Expliquei para os amigos : Não, não estou inventando moda, não estou enlouquecendo, essa dúvida procede. Pesquisei sobre as ovelhas. Descobri que são animais sensíveis , fornecem leite, lã, couro e carne, podem ser domesticadas. Só não descobri nenhuma razão para não encontrá-las na cidade. Afinal de contas o que um cachorro oferece que uma ovelha não?

Diante da impotência da minha falta, do vazio populacional ovino que se abriu em mim, não sei mais o que fazer. Concluí que o fato de alguém te jogar na cara a falta de qualquer coisa é primeiro passo para se querer desesperadamente tê-la. Não consigo trazer as ovelhas, e preciso compartilhar dessa dor.

Talvez amanhã eu compre um spray.

Palavras: "Ovelhas" e "cidade"

Festa fúnebre

Fernanda Radicchi, estudante de jornalismo

Acordo no sábado de manhã anormalmente cedo. Na cozinha, preparo um pão com queijo e encho um copo com leite, antes de voltar ao quarto e ligar a TV. Não há muito que se ver nos canais abertos, mas ter a companhia da TV durante as refeições é um (mal) hábito. Entretanto, desta vez, presto mais atenção na tela que na comida, porque ao invés dos tradicionais e sonolentos programas matutinos de fim de semana, existe, no ar, um clima que mistura tensão e euforia. Então, recebo a notícia: o julgamento do “caso Isabela” havia terminado naquela madrugada e o casal Nardoni foi considerado culpado. Ate aí, nenhuma novidade, pois tudo indicava que eles seriam condenados. Durante dois anos, a mídia divulgou fatos que, cada vez mais, apontavam para o envolvimento do pai e da madrasta no crime. Por isso, eu, pelo menos, tinha esta certeza.

Preciso de mais detalhes, por isso, continuo assistindo. O programa, além de fazer uma retrospectiva do caso e dos cinco dias de julgamento, também registra as diversas reações provocadas pela decisão. A decepção dos advogados de defesa e dos familiares dos assassinos, de um lado, e a comemoração da promotoria e dos familiares de Ana Carolina Oliveira, do outro. Contudo, festa maior é a das pessoas no exterior do Fórum, digna de gol da seleção brasileira em Copa do Mundo. Se não fosse pela falta do verde e amarelo, as imagens de desconhecidos pulando, gritando e se abraçando poderiam ser facilmente confundidas com a platéia eufórica de um jogo de futebol. Até os fogos de artifício marcaram presença.

A questão é: comemorar o quê? Se famílias foram destroçadas, se duas crianças viraram, praticamente, órfãs e se a sentença não é capaz de trazer Isabela de volta. Tudo bem, a justiça foi feita, pôs fim a um sentimento de impunidade, mas não acaba com o sofrimento dos parentes, não substitui a perda. Portanto, no lugar de tanta felicidade e euforia, seria mais prudente o silêncio de um luto e a resignação advinda da certeza de que a Justiça apenas cumpriu com a sua obrigação.

Palavras: "Felicidade" e "Bizarro"

domingo, 4 de abril de 2010

M

Jessica Soares, estudante de jornalismo

Seu nome começava com a décima terceira letra do alfabeto, e diziam que isso não era por acaso. Causa ou efeito, o fato é que seu nome combinava com sua mais marcante característica. Moisés mentia. Mentia sobre tudo e qualquer coisa. Seu pai era um grande empresário rico, seu tio um dos astronautas que pisaram na lua – ou pelo menos, era isso que ele dizia.

Desde coisas pequenas até viagens intergalácticas, ele sempre aproveitava ao máximo as oportunidades para contar um pequeno caso de veracidade universalmente questionável. Era ignorado por alguns, desacreditado por todos, mas isso não parecia lhe incomodar. Quando contava uma história não era como se fosse naturalmente dissimulado. Não. Ao contrário do restante do mundo, ele de fato acreditava naquilo que dizia.

Quando falava de suas viagens ao exterior, sobre a amizade com grandes personalidades, sobre seu sucesso entre os grandes nomes de qualquer área, dizia com convicção, com riquezas de detalhes, com emoção. Os desavisados sobre essa sua característica ficavam impressionados, mas logo alguém informava sobre a real personalidade de Moisés. “Mas como sabem que era tudo uma mentira?”, perguntavam.

Quem o conhecia há muito tempo dava o relato. A patologia começara já na infância. Enquanto crianças normais criam mundos fantásticos, ele vivia nesse mundo. O número de conhecidos famosos só cresceu com o passar dos anos e suas histórias ficavam cada dia mais elaboradas.

E assim Moisés seguiu. Chegou a mentir o caminho para um ponto turístico, e chegando no lugar errado se assombrou com a mudança que os anos haviam provocado no local. Chegou a mentir as horas do dia, e foi almoçar mesmo que lhe dissessem que ainda eram dez horas da manhã. Então, um dia, mentiu seu nome. Vladmir preferia falar a verdade.

Palavras: "Moisés" e "mentira"

Ficção X Realidade

Maitê Gugel, estudante de jornalismo

Mais um dia de muito trabalho. Ana Lúcia volta para casa cansada, pois hoje foi um dia particularmente difícil. A patroa estava mal humorada e nesses dias sempre acaba sobrando para Ana Lúcia.

Mas o retorno fadigado ao lar foi interrompido por algo digno de, no mínimo, observação. Um raio de luz brilhante cortou o horizonte de fora a fora. Talvez Ana Lúcia tenha sido a única que conseguiu capturar aquele momento único. Parou por um instante e ficou olhando para o céu com um sorriso preso no canto dos lábios. Logo sentiu que aquilo era um sinal para ela.

Chegou em casa. Televisão ligada, mas ninguém na sala. Procurou nos outros cômodos. Banheiro vazio, cozinha e quarto também. “Onde está Letícia?”, se perguntou a mulher. Saiu para a rua e nada de avistar a menina. Bateu na casa dos vizinhos, mas ninguém viu nada.

Ana Lúcia era uma mulher muito simples e costumava acreditar em tudo que via. Era de praxe confundir ator com personagem e vice-versa. Ela havia ficado impressionada com um filme que vira na semana anterior, em que a filha da personagem principal foi levada por extra-terrestres. A garota foi apagada da memória de todos, menos da mãe. “Era só o que faltava. A luz veio buscar minha filha!”, pensou Ana.

Em menos de 5 minutos Ana acionou a policia e conseguiu desesperar todos os parentes. Ligou para dizendo que a filha foi seqüestrada. A parte dos extra-terrestres ela não contou

Os avós chegaram aos prantos. Era a única neta que tinham. Passou pela cabeça de quem ali estava os mais terríveis sofrimentos. Se eles eram pobres e não tinham como pagar resgate, o que os seqüestradores estavam querendo? Pensaram em exploração sexual e até tráfico de órgãos.

Quase três horas de agonia e o mistério é solucionado. Letícia aparece com uma cara sonolenta. Todos correm para abraçá-la e beija-la.

- Filha! Quem te levou? O que aconteceu?

- Eu estava procurando minha boneca embaixo da cama e acho que peguei no sono mamãe. Aconteceu alguma coisa?

Palavras: "Luz" e "Mistério"

Puxa-sacos da Lacoste

Leonardo Amaral, estudante de jornalismo


Resolveu fazer do ócio profissão, preferia muito mais as artimanhas de ser um bon vivant do que ser mais um desses puxa-sacos de patrão, que me mendigam até o último fio de cabelo para, ao final, ganhar um trocado que seja para comprar uma camisa Lacoste. Não, só de pensar já dava preguiça, melhor seria acordar às 11 horas da manhã e ter, como única preocupação, que escolher se continuaria deitado na cama e se daria uma volta pela cidade. Como já havia decidido, no dia anterior, restar sobre o leito, dessa feita, aproveitou para relembrar os tempos em que via o sol antes do meio-dia (Ah, esses vetustos tempos, dos quais saudade não é bem a palavra que melhor os definiria; provavelmente a melhor definição fosse mesmo lembrança remota).

Eis que não tardava ainda, pois, na verdade, tarde sempre fora mais uma pré-definição que necessariamente qualquer coisa que fosse. Retomando então: nem tardava, estava a proferir gracejos em praça pública quando, bem de longe, observou que ali bem perto havia uma loja de camisas. Estranho seria pensar que ali encontraria o que achou. Se pensava deparar-se com mais um daqueles bajuladores, ao contrário, nem Lacoste nem Adidas, foi mesmo topar com uma mocinha graciosa que insistia com o cliente para que esse levasse uma meia, para acompanhar a calça de bom traço.

Esperou que o fim da transação para que começasse a sua. Acanhada, a jovem moça se aproximou e perguntou se havia gostado da camisa. Insistiu para que olhasse algumas outras opções, que o preço era bacana. Após cerca de trinta minutos, voltou para casa com uma sacola. Resolveu, a partir de então, abandonar o ócio das manhãs (sem que isso significasse qualquer horário anterior às 10 da matina) para comprar camisas Lacoste ou qualquer outra que valesse (ou não) à pena, mesmo que para isso tivesse sempre que ter o convívio de alguns puxa-sacos.

Palavras: "puxa-saco" e "Lacoste"

ATIVIDADE 4 - Brainstorm

No mundo da comunicação, uma palavra bem comum é brainstorm. Literalmente uma tempestade cerebral, o brainstorm é uma tecnica criativa muito usada por publicitários e jornalistas em busca de inspiração para produzir alguma coisa.

De posse de um trabalho, as ideias mais absurdas vão surgindo. O momento do brainstorm é aquele que tudo pode ser dito, desde as coisas mais imbecis até aquele insight genial. Vale tudo nessa brincadeira. É com essa técnica que muitos dos trabalhos mais geniais surgem. Será que isso vai acontecer aqui no laboratório também?

Foram dadas diversas imagens para os alunos e eles tinham que dizer as primeiras coisas que vinham em suas cabeças. Depois de uma infinidade de figuras e milhares de palavras, começou a separação de temas. Daquele monte de palavras no quadro, duas ou três seriam escolhidas para compor o tema de uma crônica ou conto, com até 2000 caracteres. Difícil? Então vamos experimentar para ver no que dá...