Flávia Moreira, estudante de jornalismo
Acordava. Era a hora mágica. Cama da mãe, bocejos, preguiça, pijama, e o despertador nem precisava trabalhar. Roupas coloridas já me ajudavam a ficar bem desperta, e eu cantava, cantava. Dançava, voava, voava. De repente, nem estava mais ali, nem era uma menina comum. De repente, pegava um morango como café da manhã, e a pista de pouso era o palco. Tinha os cabelos amarelos, usava pompom, e, na cabeça, um chapéu especial. Tudo isso gerava sorrisos que iluminavam fantásticos sonhos feitos de cristal.
Cristal azul, tranqüilidade. Cristal laranja, amizade. Cristal verde, esperança. E ainda tinha o violeta e o vermelho. Mistura de arco-íris, de encantamento, de imersão. Doce, singelo, era um beijo na palma da mão. A marca ficava, junto com os sonhos. Era magia. Pareciam não ter fim as brincadeiras, lá eu estava junto às demais.
E ela brilhava, era o Sol, era a Lua. Era tudo. A gente era estrela, que brilhava pouco, porque era bem menor que ela. Mas ia crescer. E cantava que era bom, bom, bom, bom. Porque era.
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