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terça-feira, 1 de junho de 2010

Marina Morais, estudante de jornalismo

Hoje tem os cabelos brancos, mas me parece que os cabelos já eram assim... Se não me engano, via sempre pelas manhãs. Com mais três, sempre. Dos três elementos, dois morreram, para tristeza da garotada. Inclusive a simpatia negra. As roupas pardas envelhecidas e chapéus era a tônica do quarteto. E os estereótipos diferenciavam as quatro personagens: pele negra, cabelo castanho escuro, cabelo castanho claro e estrabismo. A pele bem branca é uma de suas marcas, junto com as rugas. Já tem idade para netos, mas tem uma filha pequena. E agora aposta em um tipo de trabalho do mesmo gênero, mas bem diferente do anterior. A inocência ficou para trás, a pobreza, a simplicidade, o riso fácil. Agora é rodeado por jacarés e popozudas em uma casa, ainda pelas manhãs. E acho bobo. Pode ser porque cresci, mas parece que tudo mudou. Ou talvez foram as crianças que mudaram. A telona sempre existiu para ele, mas o trabalho que antes era divertido agora me faz perguntar quem assiste àquilo. Triste fim para a produção infantil. Para histórias de princesa, infelizmente, sou bem mais a Disney.

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