Marina Moraes, estudante de jornalismo
Um vento forte bate no meu rosto e move meu cabelo. Muitas pessoas passam caminhando, subindo as escadas, parece que saíram de algum outro lugar, tão súbito é seu surgimento. Ouço passos em todas as direções. A música que vibrava às minhas costas momentos atrás pára sem nenhum aviso. Em frente, duas meninas conversam. Ouço a palavra “Deus” e um minuto depois, “difícil”. Penso sobre o que poderiam estar conversando, qual a gravidade da situação. As folhas de papel em cima do meu caderno voam, apanho com as mãos. Menos pessoas passam, caminham com calma. Um rapaz chega e a conversa das moças muda de rumo. Elas parecem menos sérias, dão sorrisos, o garoto parece feliz em encontrá-las. O vento oscila. O sol é quente. Carros passam, param para os pedestres. Passa um ônibus. Alguém parece ouvir rádio. Ouço pedaços de conversas no celular.
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