Jessica Soares, estudante de jornalismo
Uma manhã nublada como outra qualquer. Alguns estão só de passagem e, com um andar determinado, cruzam a praça rumo a mais um dia comum. Ao som dos carros que passam apressados, outros sentam e esperam talvez pela coragem de enfrentar o começo de uma nova semana. Um casal sorri, alheio ao que se passa ao seu redor.
A livraria está fechada, ninguém entra nos Bancos, poucos se demoram naquele lugar. Aparecem e um passo, dois passos, muitos passos depois, já não estão mais lá. Tão cedo, a Universidade não parece tão jovem e cheia de vida. Cansados, apressados, absortos em pensamentos, cada um vive quase em mundos isolados.
Nessa mesma órbita, apenas um grupo é diferente dos demais. Seis amigos sentados em frente ao único lugar que já acordou do sono da noite anterior. Conversam e tomam café. Não fazem barulho, não falam muito alto, fazem parte desse dia sonolento.
Uma garota boceja longamente, um homem se senta debaixo de uma árvore e se junta ao clima de espera. O casal se despede animado.
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