Pages

domingo, 28 de março de 2010

Formigueiros nunca dormem

Pedro Nogueira, estudante de jornalismo

A comprida Reitor Mendes Pimentel pode ser facilmente comparada a qualquer coisa com uma atividade impressionante o dia todo: vulcão, rio, panela de pressão. Mas ignorar as centenas de pessoas que fazem a Universidade pulsar é rejeitar sua própria essência. Então, nada mais divertido do que ver as pessoas apressadas como formigas pequenas, preocupadas, levando pacotes pesados nas costas, cargas penduradas nos braços-patas ou simplesmente seguindo em fila para algum destino desconhecido. Agora a atividade já não é tão intensa como fora há horas atrás, mas, ainda assim, espanta. Nas galerias iluminadas ao longe – FACE, FAFICH, Letras, Reitoria – incontáveis formigas se reúnem para trabalhar ainda mais em suas cargas. Aqui, do lado de fora das galerias verticalizadas, grandes carapaças de metal e olhos refletores esperam, enfileiradas, o momento em que vão levar suas formigas para as moradas mais distantes. Desde o início do texto, uma cigarra canta sem parar e sem perder o fôlego. Como na fábula, ela me lembra que sou formiga e é hora de voltar ao trabalho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário