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segunda-feira, 29 de março de 2010

Eu cinza, ela rosa

Júlia C. Vargar Guimarães, estudante de jornalismo

Se fosse patológico, ela teria transtorno bipolar. Uma hora é a pessoa mais feliz do mundo, ri dos próprios problemas, e faz graça para todo mundo. De repente, se transforma em alguém extremamente irritável, que reclama que está sem dinheiro, que engordou, que sofre demais e que tem diabetes, mesmo sem ter. Se pudesse escolher uma fase da vida estaria na adolescência. Pelas mudanças bruscas de humor, pelo jeito que se veste e se comporta. Tudo porque por um incidente, pulou essa parte da vida. Todo mundo acha que eu poderia ser mãe dela, porque eu uso cinza e ela rosa. Mesmo usando rosa é uma das pessoas mais fortes que já conheci. E é a bipolaridade que faz dela tão especial.

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