Júlia C. Vargar Guimarães, estudante de jornalismo
A UFMG que vejo daqui se esconde da chuva como pode. Quem não tem sombrinha improvisa com livros, casacos, ou papéis. Alguns trabalhadores com capas de chuva tentam limpar a lama da pista, que atrapalha os carros desde o dia anterior. Outros trabalhadores limpam vidraças, transportam dinheiro em segurança, varrem o chão, ou só conversam. A UFMG que eu vejo daqui parece ter poucos estudantes, e muitas pessoas ocupadas com qualquer coisa. Em ir ao banco, em almoçar, em tirar Xerox, comprar remédio na farmácia, ou resolver algum problema. Verdade é que a maioria das pessoas parece estar com pressa, não sei se por causa da chuva ou se porque a Praça de Serviços é um lugar tipicamente apressado. Claro que uma minoria conversa tranqüila, como se pudesse ficar ali o dia inteiro, mas esses são tão poucos, provavelmente os estudantes. Não porque estão visivelmente desocupados, mas pelo jeito de vestir e idade que aparentam ter. A UFMG que vejo daqui se parece com mil lugares, menos com uma universidade.
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