Maisa Gontijo, estudante de jornalismo
De pé, em frente à principal avenida que dá acesso à universidade, a sensação é a de que todas as coisas vão ou vem a mim. Estou parada, em frente a essa avenida de mão dupla, pista dupla, e canteiro central único. Canteiro este que funciona como um divisor de águas na minha paisagem. À esquerda, um grande gramado se estende até um prédio que se assemelha mais a um bloco, de forma retangular, revestido de concreto nas laterais e vidro na frente. É o prédio da reitoria, que tenta disfarçar sua “quadradez” com uma escultura bem moderna à frente. Bem na sua frente, do outro lado da rua, um gramado, não tão extenso e pouco uniforme, dá acesso a um prédio de formas também quadradas, mas bem mais chamativo que o primeiro. Talvez por ser vermelho, talvez por sua maior extensão. A FACE vai até um prédio mais ao fundo, tímido, quase se escondendo entre a imponência do novo vizinho e o verde das árvores que a cerca. Em frente à FAFICH, tudo verde, até meus olhos não alcançarem mais. À minha frente, árvores verdes, ruas de calçamento geralmente cinzas, por ora marrom. “É o carro enguiçado, é a lama, é a lama”.
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