Tamira Marinho Lima, estudante de jornalismo
Fazia muito calor. Calor desses que no sol sente-se o couro queimando e começa-se a suar revoltantemente. Todavia não era uma calor generalizado e sentia-se que na sombra devia ser até bem fresco. Ventava e não parecia haver muita gente. Algumas vozes passaram perto, sendo a maioria delas femininas. Além desse barulho tinha também o dos pássaros , de carros, de ônibus e de um helicóptero. Então abri os olhos. A UFMG que eu vi dali tinha grandes áreas abertas, muita grama, três grandes prédios e um significativo transito de automóveis e pessoas. Trechos da paisagem estavam em obra. A avenida impressionou pelo tamanho de seus coqueiros e de outras árvores de grande porte. Se fosse um quadro essa vista seria marcada pelo azul, verde, amarelo e vermelho. Se fosse uma foto estaria estourada. As pessoas que passaram por ali diferiam bastante em gênero, idade e estilo, mas ninguém corria e poucas andavam sozinhas. É certo que muitos eram jovens e carregavam mochila, mas quase nada além disso indicou que se tratava de uma instituição de ensino. Para os mais atentos estava lá a bandeira da UFMG a tremular em frente ao prédio mais cinza.
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