Taís Ferreira Ahouagi, estudante de jornalismo
Vai para a escola hoje? (faculdade) Depois o estágio? (como todos os dias) Volta para o almoço? (sabe que não... De repente, a resposta extrapola o pensamento e sai audível. Ela não gosta do tom e reclama. Eu justifico: mas ainda nem acordei; a conversa é muita para a hora. Para ela, não há hora sem conversa. A paz dela é agitada. Mal se levantou e já tem em mente e na ponta da língua os casos que merecem ser contados. Fala até os ouvidos pedirem para parar. Quando para, é o silêncio que incomoda. Concentrada apesar de inquieta, é tímida por dentro, ela jura. Mãe que é, dá bronca segurando o riso, se ofende segurando o choro, chora de tanto rir e perde as palavras quando a alegria extrapola o riso.
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