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terça-feira, 30 de março de 2010

O exército de um homem só

Jessica Soares, estudante de jornalismo

Um dia foi fraco e esquelético. Apesar da saúde debilitada Steve Rogers não mediu esforços para defender seu país em tempos de Guerra. “Faria qualquer coisa”, ele deixou claro na época. E foi o que fez: tornou-se parte de um perigoso projeto para criação de super soldados. Transformou-se em um superatleta.

Ele deveria ser só mais um em um vasto exército. Não esperava que um agente duplo infiltrado assassinasse o cientista responsável. Rogers tornou-se único, símbolo de uma nação, e recebeu o título ufanista de Capitão América.

Celebridade instantânea, seu combate aos nazistas na Guerra o fez herói em uma sociedade que vê o combate como oportunidade de se provar superior. Mas o estrelato não durou e ele caiu na obscuridade após o fim do conflito.

Hoje ele está na luta, mas por sua saúde. O projeto Supersoldado lhe debilitou. Com resquícios de vaidade, não fala a idade, mas os cabelos brancos revelam que é avançada. Steve, como pede para ser chamado, lamenta ver seu país em tempo de crise. Ele depende do sistema que ajudou a fortalecer – só que não encontra amparo.



CARTA CAPITAL

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